Lançamento do livro “Falso Movimento: ensaios sobre escrita e cinema”

Convidamo-lo para a sessão de lançamento do volume Falso Movimento: ensaios sobre escrita e cinema, organizado por Clara Rowland e Tom Conley, e editado pela Livros Cotovia.
 
Este livro resultou da investigação desenvolvida no projecto “Falso Movimento – estudos sobre escrita e cinema” (Centro de Estudos Comparatistas, FLUL) entre os anos de 2012 e 2015, e é composto por ensaios da autoria dos membros da equipa e dos consultores do projecto Marc Cerisuelo, Rosa Maria Martelo e Tom Conley.
 
A sessão terá lugar na livraria Linha de Sombra, nas instalações da Cinemateca Portuguesa, pelas 18h00 de segunda-feira, dia 28 de Março. A apresentação estará a cargo de Clara Rowland, Osvaldo Silvestre e Luís Miguel Oliveira.
 
Confira o cartaz abaixo. Para mais informações, consulte a página oficial da editora.
lançamento cotovia

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Ciclo sobre Cinema e Escrita na Cinemateca em Março

A Cinemateca Portuguesa associou-se ao projecto Falso Movimento na concepção do ciclo “Cinema e Escrita”, que decorrerá ao longo do mês de Março na Cinemateca. Em baixo reproduzimos a descrição do ciclo:

“Cinema e Escrita”, e não “Cinema e Literatura”: distinção fundamental no caso deste Ciclo, que convém salientar imediatamente. Não se trata de abordar pela enésima vez o tema das relações entre cinema e literatura (tema quase sempre submergido pela questão da “adaptação”) mas de refletir um pouco sobre o modo como o cinema, domínio da imagem, se relacionou e relaciona com a escrita, domínio da palavra, sobre os modos como o cinema incorporou, ou “inscreveu”, a escrita, tomada enquanto objeto de natureza textual mas também enquanto atividade. Tema muito vasto, obviamente inesgotável num só Ciclo com esta dimensão, que se preocupa sobretudo em oferecer algumas pistas e dar a ver alguns casos concretos da multiplicidade de formas que essa relação pode tomar. A tradição do “filme epistolar”, por exemplo, onde as cartas, reveladas na íntegra ou não, são o motor dramático ou mesmo a principal matéria, e de que abundam exemplos no cinema clássico mas também na modernidade de um filme como o NEWS FROM HOME de Chantal Akerman. Ou o cinema que também é feito “para ler”, distinção que por absurdo incluiria todo o cinema mudo com intertítulos mas que também cobre objetos em que o “convite à leitura” tem outro tipo de densidade, do ANEMIC CINEMA de Marcel Duchamp às constelações de fragmentos escritos que povoam tantos filmes de Godard (como NOUVELLE VAGUE). A presença da literatura, ou de um texto ou alusão de cariz literário, não como matéria sujeita a adaptação, mas como dínamo para a narrativa ou para a ação (como sucede no OUT 1 de Rivette). Os casos em que o cinema se reinventou como modo alternativo de pegar em práticas tradicionalmente da ordem da escrita: os filmes-diário, na primeira pessoa ou não, como o WALDEN de Jonas Mekas. Ainda mais peculiares, as experiências que tentaram inscrever a própria crítica de cinema num objeto cinematográfico “comum” (LES CINÉPHILES, de Louis Skorecki), sem esquecer que uma das ideias cruciais para o nascimento do cinema moderno se reportava à dimensão manual do ato da escrita, no texto fundamental de Alexandre Astruc (“La Caméra-Stylo”), aqui representado por LE RIDEAU CRAMOISI. Outras pistas e ideias surgirão pontuadas pelos vários filmes que compõem o Ciclo, mas cabe ainda referir, muito especificamente, esses retratos, bastante alucinados, do processo de criação escrita que são o NAKED LUNCH de Cronenberg e o IN THE MOUTH OF MADNESS de Carpenter, filmes onde o cinema e a escrita se fundem na imaginação de um universo mental.
O Ciclo foi concebido em colaboração com o Projeto Falso Movimento – Estudos sobre Escrita e Cinema, do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que ao longo dos últimos anos organizou vários seminários e sessões de reflexão sobre o tema, algumas delas realizadas aqui na Cinemateca.

O programa completo pode ser consultado em http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?ciclo=620.

 

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Inscrições abertas: Workshop ‘O Ensaio Audiovisual e a Crítica de Cinema como Prática Criativa’

Ainda é possível realizar a inscrição no workshop “O Ensaio Audiovisual e a Crítica como Prática Criativa”, que terá lugar na FCSH-UNL entre 8 e 19 de Fevereiro.

Como resultado de um processo colaborativo com o projecto Falso Movimento, será sorteado um exemplar de “Último Dia Todos os Dias”, de Adrian Martin (punctum books/Centro de Estudos Comparatistas da FLUL).

Adrian Martin e Cristina Álvarez López, consultores do nosso projecto, liderarão uma das sessões do curso.

Mais informações aqui e aqui.

 

cartaz fcsh

 

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Dias do Desassossego – ciclo de cinema

19, 20 E 21 DE NOVEMBRO – FILMES
INADAPTAÇÕES: FILMES COM LIVROS
CINEMA MONUMENTAL, SALAS 3 E 4
PREÇÁRIO €5

Filmes com livros dentro, filmes sobre livros, filmes desassossegados pela literatura: um ciclo sobre os modos de inscrição da escrita e da leitura no cinema, e sobre os diálogos possíveis (além da adaptação) entre ideias de cinema e ideias de literatura, em colaboração entre a Fundação José Saramago, a Casa Fernando Pessoa e o projecto Falso Movimento: Estudos sobre Escrita e Cinema*, do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa.
Escolhas e apresentações de Pedro Mexia, Tiago Baptista, Osvaldo Silvestre e Mário Jorge Torres.

Por Tiago Baptista
JUVENTUDE EM MARCHA
DE PEDRO COSTA
QUINTA ÀS 21H30

Por Mário Jorge Torres
ALL THAT HEAVEN ALLOWS / O QUE O CÉU PERMITE
DE DOUGLAS SIRK
SEXTA ÀS 21H30

Por Pedro Mexia
A SERIOUS MAN / UM HOMEM SÉRIO
DE ETHAN COEN E JOEL COEN
SÁBADO ÀS 19H00

Por Osvaldo Silvestre
IN THE MOUTH OF MADNESS / A BÍBLIA DE SATANÁS
DE J. CARPENTER
SÁBADO ÀS 21H30

*O projecto Falso Movimento: Estudos sobre Escrita e Cinema (PTDC/CLE-LLI/120211/2010) é um projecto do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa.

Mais informação e programa completo aqui.

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Colóquio Ofício Múltiplo – Poetas em Outras Artes, Faculdade de Letras do Porto, 22-24 Outubro

A Rede LyraCompoetics e o grupo Intermedialidades do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa organizam nos próximos dias 22 a 24 de Outubro o Colóquio Internacional Ofício Múltiplo – Poetas em Outras Artes que terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (dias 22 e 23) e no Palacete dos Viscondes de Balsemão (dia 24), com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, da Câmara Municipal do Porto e da Reitoria da Universidade do Porto.

É cada vez mais frequente os poetas associarem a criação verbal e o recurso a outras linguagens artísticas, quer em formas híbridas ou compósitas, quer recorrendo alternadamente à palavra escrita, às artes plásticas, à música, a diferentes meios audiovisuais, digitais e performativos. Se este trânsito se tornou mais comum na criação contemporânea, que explora o impacto das relações de intermedialidade e transmedialidade, já ao longo do século XX muitos autores se dividiam por um ofício múltiplo, ora votados à poesia escrita, ora trabalhando a imagem visual, ou a imagem em movimento, ou outros processos criativos. E todavia, a assimilação teórica e crítica da obra desses autores como um todo tem-se revelado lenta, sendo mais comum tratar-se apenas um dos seus campos criativos, ou, na melhor das hipóteses, considerar-se os vários domínios de criação, mas separando-os em função de abordagens críticas sem qualquer diálogo entre si. Acresce que as dificuldades em tratar criticamente este tipo de obras fez com que algumas permanecessem injustamente esquecidas ou pouco estudadas.

São estes autores – plurais e diversificados nas linguagens artísticas a que recorrem – que pretendemos estudar sob a ideia de um ofício múltiplo. Poderão estes criadores facultar-nos uma nova perspectiva dos diálogos entre a poesia e as outras artes nos séculos XX e XXI? Constituirão um cânone específico? Levantam questões novas no plano da teoria e da crítica? Levam-nos a repensar a ideia de poesia e o lugar da poesia na relação com as outras artes? Permitem-nos entender de que modo as correlações entre as artes foram sendo equacionadas e avaliadas? Eis as questões que deverão orientar os trabalhos do colóquio.

A Comissão Organizadora
Pedro Eiras
Joana Matos Frias
Rosa Maria Martelo

Programa

Dia 22. FLUP. Sala de Reuniões

10H00
Início dos trabalhos
Conferência de abertura: ARTURO CASAS (U. Santiago de Compostela), “Acto e acción poéticos, acto e acción fotográficos”

MESA 1
11H00

CÉLIA PEDROSA (U. Federal Fluminense), “Poesia e outras artes: Jorge de Lima, a modernidade e a contemporaneidade”
LUIS MAFFEI (U. Federal Fluminense), “As fotografias de Luís Quintais ou aprender a ler poesia na fresta”
GUSTAVO RUBIM (U. Nova de Lisboa), “SMS e rasuras: elipse do livro em Álvaro Seiça e Ricardo Tiago Moura”

Intervalo para almoço

MESA 2
15H00

MARGARIDA PONS (U. das Ilhas Baleares), “Una poética degenerada: las videocreaciones de Ester Xargay”
RUI TORRES (U. Fernando Pessoa), “Itinerários do som: Miguel Azguime, uma arte literária dos meios”
SOFIA DE SOUSA SILVA (U. Federal do Rio de Janeiro), “Nos passos de Martim Codax: poesia e música em apropriações contemporâneas das cantigas do mar de Vigo”

MESA 3
16H50

LUIZ VALENTE (U. Brown), “Glauber Rocha: entre o cinema e a poesia”
JOSÉ BÉRTOLO (U. Lisboa), “Robert Falcon Scott e uma promessa de cinema num poema de Cocteau”

Jantar

Dia 23. FLUP. Sala de Reuniões

MESA 4
10H00

DAVID PINHO BARROS (U. Porto), “As Cidades Obscuras e suas periferias transmediais: O Caso Desombres”
AMÂNDIO REIS (U. Lisboa), “A encenação do poema segundo António Patrício”
ADÍLIA CARVALHO (U. Porto)v, “India Song – Texto, teatro, cinema – “Peça” do ciclo indiano de Marguerite Duras”

MESA 5
11H45

EUNICE RIBEIRO (U. Minho), “Aproximação à matéria: Maria Andresen: dos poemas, das pinturas”
EMÍLIA ALMEIDA (IHA U. Nova de Lisboa), “Da liberdade livre das imagens: a poesia segundo M.C.V.”
SONIA MICELI (U. Lisboa), “Ruy Duarte de Carvalho e a poética da fronteira”

Intervalo para almoço

MESA 6
15H00

CATHERINE DUMAS (U. Paris 3), “Salette Tavares: do objecto e do «eu»”
BULGHARD BALTRUSCH (U. Vigo), “Fendas poéticas no espaço público – Uma aproximação teórico-prática à acção poética a partir de Banksy e (±) Miguel Januário”
PEDRO SERRA (U. Salamanca), “El Drama del Lavaplatos, O processo criativo de Eugénio Tisselli”

MESA 7
16H50

IDA ALVES (U. Federal Fluminense/CNPq), “Fixar o relâmpago em palavras”
JOANA MATOS FRIAS (U. Porto), “Para uma poética dos espaços em branco: Os poemas-colagem de Rui Pires Cabral”
PEDRO EIRAS (U. Porto), “Santa-Rita Pintor: todas as artes, arte nenhuma”

DIA 24. PALACETE DOS VISCONDES DE BALSEMÃO

15H00
Ofício Múltiplo, mesa-redonda com LUCA ARGEL, MIGUEL-MANSO, RICARDO DOMENECK e RUI TORRES. Moderação de JOANA MATOS FRIAS e PEDRO EIRAS

16H50
TIAGO MANUEL e ROSA MARIA MARTELO, “Luis Manuel Gaspar e as imagens da poesia”

17H00
Abertura da Exposição “Luz Acesa nos Bastidores”, de LUIS MANUEL GASPAR
Porto d’honra

PANFLETO DO COLÓQUIO

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Curso Livre “Cinema Português e Ibero-americano”, na Faculdade de Letras de Lisboa

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Mais informações.

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Cours de cinéma – 5

Sylvie Pierre sobre Serge Daney.

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